DESENVOLVIMENTO DE UM JOGO LÚDICO INTITULADO BANCO RURAL PARA REPASSAR CONHECIMENTO AGRONÔMICO PARA ALUNOS DE ENSINO FUNDAMENTAL

Autores

  • Renato Omizzollo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Andrea Algauer Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Deise de March Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Guilherme Campos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Dolores Wolschick Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Priscila Flores Aguirre Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste

Palavras-chave:

nutrição animal, extensão agrícola, hidrologia, propriedade rural

Resumo

As atividades desenvolvidas no componente curricular de Atividades de Extensão II, levam em consideração ações que envolvam a comunidade externa, docentes e discentes do curso de agronomia do IFSC-Câmpus São Miguel do Oeste. O objetivo da ação extensionista foi desenvolver uma versão adaptada do jogo chamado Banco Imobiliário para uma versão de Banco Rural (BR) para compartilhar conhecimentos agronômicos com alunos de ensino fundamental. Na preparação dos materiais necessários, participaram 4 discentes e 2 docentes do 4° semestre do curso de Agronomia. O público-alvo foram alunos do ensino fundamental, do 6o ao 9o ano da Escola Municipal de educação infantil e ensino fundamental (EMEIEF) Waldemar Antônio Von Dentz localizada na Linha Canela Gaucha, S/N, zona rural do município de São Miguel do Oeste, SC. Os assuntos abordados no BR estavam relacionados as unidades curriculares de Hidrologia Agrícola e Nutrição Animal, compiladas a unidade. O jogo consistiu num tabuleiro onde cada casa correspondia a um tipo de propriedade rural, onde eram desenvolvidas diferentes atividades (suinocultura, piscicultura, avicultura). Também contava com cartas de Sorte/Revés e questões ligadas a situações rurais. Também foi impresso o dinheiro necessário para a brincadeira e adquiridos os dados. O jogo permitiu a participação de seis alunos por vez e à medida que o jogo ia avançando, se deparavam com as dificuldades do ambiente rural, tendo que administrar investimentos, taxas e impostos e desafios ambientais que os faziam perder e ganhar dinheiro. O diferencial do jogo era quando juntavam uma certa quantia, podiam investir em suas propriedades, aumentar a produção, comprar insumos, ampliar instalações, ou somente optar por não investir e poupar. Ao longo do jogo, observou-se disputa entre os jogadores, todos queriam ter suas propriedades bem estruturadas, e durante suas jogadas, sempre eram orientados sobre os impactos ambientais negativos com as ampliações que poderiam fazer em suas propriedades. Como o jogo consistia em sorte/revés, poderia ter benefícios e benfeitorias em sua propriedade rural ou revés, que se tornava em dívida ou punição a ser paga, seja ela uma multa ao emitir gases de efeito estufa, queimadas, uso indevido da água e assuntos relacionados ao meio ambiente. Essa dinâmica de sorte/revés, foi uma forma de trazer o reflexo do uso indiscriminado dos recursos naturais ocasionando muitas vezes sua escassez. O intuito dessa atividade através do jogo foi demonstrar como funciona as decisões e algumas formas de negócio no dia a dia do agricultor através da dinâmica realizada entre os alunos e os desafios que, muitos produtores, tem ao desenvolver suas atividades agrícolas, ou mesmo, implantação de uma nova atividade, custos de produção e desafios ao comercializar seus produtos. A experiência em desenvolver esta atividade junto a escola e alunos foi muito desafiadora, principalmente por se tratar de crianças e adolescentes.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO