AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DE UM MEL DE MARMELEIRO COLETADO NO SERTÃO DO ARARIPE, PERNAMBUCO (BIOMA CAATINGA)

Autores

  • Lucas Matheus Farias de Apoliániro Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Pedro José de Andrade Alves Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Gabriel Nilo de Lima Souza Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Ana Rafaela Machado de Andrade Instituto de Ciências Biológicas, Universidade de Pernambuco
  • Walter de Paula Pinto Neto Departamento de Tecnologia Rural, Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • José Carlos de Andrade Alves Departamento de Ciências do Consumo, Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Neide Kazue Sakugawa Shinohara Departamento de Tecnologia Rural, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Palavras-chave:

abelhas africanizadas, legislação brasileira, produto apícola

Resumo

O mel é uma substância doce natural produzida pelas abelhas a partir do néctar das flores ou de secreções vegetais, que elas transformam, armazenam e maturam nos favos da colmeia. Dependendo das espécies de plantas presentes na área de pastagem, podem ser produzidos méis com diferentes características. Dentre esses méis, destaca-se o de marmeleiro, proveniente da produção melífera durante o período de abundância da flor do marmeleiro-do-mato (Croton sonderianus), planta típica do bioma Caatinga, exclusivo do Brasil. Nesse sentido, conhecer as propriedades de qualidade do mel de cada origem floral e geográfica faz-se necessário. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar as propriedades de qualidade físico-químicas de uma amostra de mel de abelha (Apis melliera) de marmeleiro produzido no sertão do Araripe-Pernambuco (Bioma Caatinga). Para a avaliação das propriedades físico-químicos, foram feitas as análises dos seguintes parâmetros: coloração pela escala de cores de Pfund; teor de sólidos solúveis por refratometria; densidade por meio de um picnômetro; umidade por secagem em estufa por 48h a 105 ºC; teor de cinzas por incineração em mufla por 4h a 550 ºC; pH por potenciômetro; acidez livre, lactônica e total por titulação; determinação de carboidratos por cromatografia líquida de alta eficiência; condutividade elétrica por meio de um condutividade; atividade diastásica pelo método colorimétrico amido/iodo; teor de hidroximetilfurfural (5-HMF) por método colorimétrico; a reação de Lugol e; a reação de Lund. Os experimentos foram conduzidos em duplicatas. De acordo com os resultados, a coloração foi âmbar extra claro, teor de sólidos solúveis foi de 78,3 ± 0,00 ºBrix, densidade foi de 1,41 ± 0,00 g/cm3, umidade de 24,93 ±1,55±%, cinzas de 0,12 ± 0,12%, pH de 3,55 ± 0,08, acidez livre foi de 45,50 ± 2,12 mEq/Kg, acidez lactônica foi de 20,75 ± 2,47 mEq/Kg, acidez total de 77,50 ± 2,83 mEq/Kg, frutose foi de 33,08 ± 0,53 g/100 g de mel, glicose foi de 31,35 ± 0,03 g/100 g de mel, sacarose foi de 8,20 ± 0,01 g/100 g de mel, condutividade elétrica foi de 351,50 ± 5,66 µS/cm Carboidratos: Sacarose 8,20 ± 0,01 g/100 g de mel, atividade diastásica foi de 26,40 ± 0,20 unidades Gothe/g de mel, teor de hidroximetilfurfural foi de 9,23 ± 0,41 mg/Kg de mel, reação de Lugol negativa e reação de Lund positiva. O mel de abelha analisado apresentou propriedades de qualidade adequadas para o consumo, atendendo aos principais critérios estabelecidos pelas legislações nacionais e internacionais que impactam na segurança alimentar. Esses resultados reforçam o potencial desse mel como um produto alimentar de alto valor comercial. Além disso, esses dados contribuem para o conhecimento de um insumo ainda pouco investigado para o bioma Caatinga.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO