PRODUTIVIDADE E PÓS COLHEITA DE RABANETE SOB PULVERIZAÇÃO FOLIAR DE SILICATO DE POTÁSSIO

Autores

  • Milena Karolina de Camargo Capel Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • Stephany Costa Stoski Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • Gabriel Augusto Thomé Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • Andressa de Souza Mussato Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • Paulo Henrique da Silva Nogueira Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • Ana Julia dos Santos Percival Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • Gustavo Martinho Castro Faculdades do Centro do Paraná – UCP
  • James Matheus Ossacz Laconski Faculdades do Centro do Paraná – UCP

Palavras-chave:

Raphanus sativus L, nutriente benéfico, macronutriente, adubação, silício

Resumo

O rabanete (Raphanus sativus L.) é uma planta que possui raízes globulares de cor avermelhada e polpa branca, com sabor picante e de pequeno tamanho, cujo cultivo tem ganhado destaque entre os olericultores devido ao ciclo curto, rusticidade e rápido retorno financeiro. O fornecimento de nutrientes benéficos e essenciais são de extrema relevância para o almejo de altas produtividades para a cultura. Dentre eles destacam-se o silício, um nutriente benéfico e o potássio, um macronutriente essencial, os quais podem proporcionar efeitos benéficos em aspectos de desenvolvimento, produção e pós-colheita quando aplicados. Diante disso, objetivou-se com esse estudo avaliar o efeito da pulverização foliar de silicato de potássio, sob distintas doses, em plantas de rabanete cv. Crimson Gigante. Os tratamentos utilizados consistiram em distintas doses de produto comercial a base de silicato de potássio, com 12% de Silício e 12% de K2O. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com cinco repetições e seis tratamentos, sendo eles: T1) Testemunha; T2) 1 L/ha; T3) 2L/ha: T4) 3L/ha; T5) 4L/ha: T6) 5L/ha. Cada parcela foi composta por canteiros com dimensões de 0,8 m x 1,5 m, contendo cinco linhas de cultivo com espaçamento de 30 cm e 12,5 plantas por metro. Os tratamentos foram aplicados via foliar, com início aos 10 dias após a semeadura e foram repetidos a cada 5 dias, totalizando quatro aplicações em todo o ciclo da cultura. Por ocasião da colheita, foi determinada a produtividade a partir da obtenção das massas das raízes na área útil de cada parcela com posterior extrapolação para kg/ha. Para análise de pós colheita foram selecionados 5 frutos por repetição, os quais foram mantidos em bancadas por 7 dias. Decorrido os 7 dias após a colheita, com penetrômetro digital de frutas (FR-5120, Lutron®, Taiwan) equipado com ponteira de 8 mm de diâmetro, determinou-se a força para ruptura da casca. Os resultados foram submetidos a análise de variância e as médias foram comparadas pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade de erro. Médias superiores de produtividade foram obtidas com o tratamento 6 e 5, que diferiram apenas do tratamento 3, os quais evidenciaram respectivamente 2.013,2, 2.038,1 e 1.558,1 kg/ha. Tais resultados demonstram que as doses crescentes não foram capazes de promover incrementos de produtividade se comparadas à ausência da pulverização (T1), que proporcionou 1.661,6 kg/ha. A força para ruptura da casca dos bulbos não recebeu influência das distintas doses de pulverização foliar de silicato de potássio. A média geral obtida entre os tratamentos, foi de 121,2 N. Sendo assim, os resultados indicam que a pulverização foliar de silicato de potássio até a dose de 5 L/ha não foi capaz de promover incrementos de produtividade e preservação de características de pós colheita de rabanete, fato que pode estar envolvido com o curto ciclo da cultura.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO