COMPOSIÇÃO FENÓLICA DE EXTRATOS AQUOSOS E HIDROALCOÓLICOS DE ALECRIM-DO-CAMPO

Autores

  • Larissa Suelen Dietrich Degani Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Marcieli Schabarum Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Henrique Dettenborn Prass Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Jean Marcos Montagner Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Enzo Szydloski Machado de Souza Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Tuany Camila Honaiser Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Stefany Grützmann Arcari Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Keli Cristina Fabiane Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste

Palavras-chave:

Baccharis dracunculifolia, compostos secundários, compostos fenólicos, propriedades medicinais

Resumo

O alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) é um arbusto lenhoso, nativo do sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. É utilizado na medicina natural por apresentar atividades anti-inflamatória e analgésica. Também, estudos mostram que extratos feitos a partir de suas folhas manifestam ação antibacteriana, antifúngica e inseticida. Esses resultados se devem a suas folhas possuírem grande quantidade de tricomas glandulares, responsáveis por armazenar diversos compostos secundários (responsáveis pela defesa da planta contra ameaças), o que permite diversas possibilidades de uso destas substâncias. No entanto, é importante conhecer sua composição a fim de identificar, isolar e testar suas aplicações. O objetivo deste trabalho foi identificar os principais compostos fenólicos presentes nos extratos aquoso e hidroalcoólico das folhas de Baccharis dracunculifolia por meio da cromatografia líquida de alta eficiência. Folhas de B. dracunculifolia foram coletadas, desidratadas (estufa com circulação de ar (40 °C/72 horas) e trituradas (moinho analítico). Para o extrato aquoso de B. dracunculifolia (EABd) o material vegetal (40g) sofreu infusão em 200 mL de água destilada (100 °C/30 minutos). Já o extrato hidroalcoólico de B. dracunculifolia (EHBd), o material vegetal (40g) foi imerso em 200 mL de álcool etílico (80%). Permaneceu em frasco âmbar ao abrigo da luz (6 dias), agitado manualmente a cada 8 horas, filtrado, rotaevaporado (70 rpm e 50 °C) e recuperou-se o volume inicial com adição de água destilada estéril. Ambos os extratos foram esterilizados em sistema de filtração a vácuo com membrana PES (poro de 0,45 μm) e apresentaram concentração final de 0,2 mg.L-1. Os extratos foram analisados (duplicata) em cromatógrafo líquido de alta eficiência com detector de arranjo de diodos, em que os compostos fenólicos foram separados, identificados e quantificados, nos comprimentos de onda de 280 nm, 320 nm e 360 nm e obtido as médias. Foram identificados vinte compostos fenólicos, sendo respectivamente para o EHBd e EABd, os seguintes compostos e concentrações em mg.mL-1: epicatequina (29,24; 50,29), catequina (76,51; 71,14), 4-hidroxibenzoico (1569,29; 1521,46), ácido cafeico (35,77; 20,38), ácido clorogênico (609,96; 469,73), ácido ferúlico (3,65; 2,92), ácido gálico (4,71; 9,11), ácido p-cumárico (570,62; 171,54), ácido siríngico (22,75; 16,92), ácido vanílico (256,06; 251,97), apigenina (5,82; 7,12), hesperidina (2,04; 4,38), kaempferol (20,98; 13,3), miricetina (44,51; 118,49), naringenina (700,12; 342,44), naringina (15,82; 6,42), quercetina (164; 36,64), rutina (430,81; 22,28), taxifolina (1284,86; 957,71) e tirosol (238,45; 159,56). Observa-se que o solvente (água ou álcool) interfere na quantidade extraída de cada composto. Conclui-se que os compostos majoritários são 4-hidroxibenzoico, taxifolina e naringenina, com destaque para a extração hidroalcoólica com melhor eficiência.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO