EFEITO DE DIFERENTES TRATAMENTOS DE SUPERAÇÃO DA DORMÊNCIA EM SEMENTES DE CANOLA

Autores

  • Bárbara Thiem Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Francine Lucachinski Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Eduardo Luís Steidel Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Laís Fernanda Melo Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Brassica napus, emergência em areia, índice de velocidade de emergência, tempo médio de emergência

Resumo

A canola (Brassica napus L. var. oleifera) é uma planta da família das Brassicaceae, resultante de uma hibridação entre duas espécies de colza e se destaca pela utilização do seu óleo vegetal para o consumo humano, rico em ômega 3 e vitamina E, bom teor de gorduras monoinsaturadas e baixo teor de gorduras saturadas. Uma das implicações no cultivo da canola, é a presença da dormência fisiológica das sementes, causada por fatores intrínsecos que podem estar relacionados ao seu metabolismo ou a presença de hormônios inibidores, sendo necessário a superação da dormência. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho da emergência de sementes de canola sob diferentes tratamentos de dormência. O experimento foi conduzido no IFSC, câmpus Canoinhas, no Laboratório de Fisiologia Vegetal, Análise e Tecnologia de Sementes, utilizando quatro tratamentos de superação da dormência em sementes de canola (T1 - sementes armazenadas em temperatura ambiente, T2 - sementes armazenadas por 5 dias sob refrigeração a 5°C, T3 - sementes imersas em água por 24 horas e T4 - sementes lavadas em água corrente anteriormente a semeadura). Realizou-se o teste de emergência em areia, no qual as sementes foram semeadas a 2 cm de profundidade em bandejas de polietileno contendo areia inerte, em cinco repetições de 50 sementes para cada tratamento. A contagem de plântulas emergidas e o manejo da água foram realizados diariamente até o sétimo dia da semeadura, no qual avaliou-se a porcentagem de emergência (%E), o índice de velocidade de emergência (IVE) e o tempo médio de emergência (TME). Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste F e quando significativo, as médias foram comparadas pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. Os tratamentos aplicados influenciaram significativamente a superação da dormência em sementes de canola, sendo o T1 o tratamento que proporcionou menor %E, média de 24%, enquanto os demais tratamentos apresentaram média geral de 38,8%. O IVE médio dos tratamentos T2, T3 e T4 foi de 3,6 e do T1 de 2,6. Entretanto, os melhores resultados do TME foram observados no T1 e T2, com média de 5 dias. De modo geral, a emergência das plântulas foi abaixo de 45%, indicando que possivelmente, as sementes de canola utilizadas, estavam com baixa qualidade fisiológica, refletindo em baixo vigor. Fatores como o armazenamento inadequado, deterioração ou danos mecânicos, podem afetar negativamente a viabilidade e o vigor das sementes, limitando sua capacidade germinativa. Considerando os resultados, conclui-se que os tratamentos de refrigeração das sementes (T2), imersão em água (T3) e lavagem em água das sementes (T4), contribuíram para a superação da dormência das sementes de canola, no entanto, sugere-se a replicação dos tratamentos de dormência em outros lotes de sementes de canola para comprovação dos métodos.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO