AVALIAÇÃO DA FENOLOGIA DA VIDEIRA NIÁGARA BRANCA NA REGIÃO DO PLANALTO NORTE CATARINENSE

Autores

  • Caroline de Souza Wisniewski Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Bruno Skraba Junior Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Júlia Aimê Dybas Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Sandriele Karvat Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Douglas Wurz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Pedro Augusto Kredens Fladzinski Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Francine Lucachinski Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Elis de Farias Schulka Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

maturação dos frutos, graus-dia, Vitis labrusca

Resumo

A cultivar de videira ‘Niágara Branca’ é amplamente cultivada no Brasil, destacando-se tanto pelo consumo in natura quanto pela elaboração de vinhos. No entanto, ainda são limitadas as informações sobre seu comportamento fenológico e a dinâmica de sua maturação em determinadas regiões, como o Planalto Norte Catarinense. O trabalho teve como objetivo avaliar o ciclo produtivo da ‘Niágara Branca’ cultivada no município de Canoinhas, em Santa Catarina, buscando fornecer dados que possam proporcionar um manejo mais eficiente e assim melhorar a produção da região. O estudo foi conduzido durante a safra 2023/2024, em um vinhedo comercial, utilizando dez plantas enxertadas sobre o porta-enxerto ‘VR 043-43’, conduzidas em sistema de manjedoura. O acompanhamento fenológico foi realizado semanalmente a partir da poda, com registro dos principais estágios de desenvolvimento: brotação, floração, veráison (início da maturação dos frutos) e colheita. A metodologia adotada para a estimativa da exigência térmica baseou-se no modelo de graus-dia proposto por Winkler (1980), contabilizando as unidades térmicas acumuladas entre os estágios fenológicos, com base nos dados climáticos fornecidos pela estação meteorológica da Epagri/Ciram, localizada no IFSC – Câmpus Canoinhas. A brotação das plantas foi registrada em 13 de setembro, marcando o início do ciclo vegetativo. Entre a brotação e a floração transcorreram 33 dias, com acúmulo térmico de 334,57 graus-dia (GD). A floração foi observada em 16 de outubro. A partir dessa data, até o veráison, decorreram 73 dias com 910,76 GD acumulados. O veráison foi registrado em 28 de dezembro, momento em que aproximadamente 50% das bagas apresentaram mudança de coloração, indicando o início da maturação dos frutos. A fase final, entre veráison e colheita, teve duração de 19 dias, com acúmulo térmico de 287,22 GD, sendo a colheita realizada em 16 de janeiro. Assim, o ciclo completo da ‘Niágara Branca’ em Canoinhas, do início da brotação até a colheita, totalizou 125 dias, com exigência térmica de 1507,43 GD. Esses resultados indicam que a cultivar apresenta um ciclo relativamente precoce, com exigência térmica moderada, o que a torna compatível com regiões de verões amenos e disponibilidade térmica adequada, como é característico do sul do Brasil. A maturação dos frutos foi avaliada com base no teor de sólidos solúveis totais, atingindo 13,9 °Brix no momento da colheita, o que demonstra bom nível de doçura, favorecendo o consumo in natura. Os dados obtidos neste estudo contribuem para o conhecimento técnico sobre o comportamento da ‘Niágara Branca’ em condições edafoclimáticas específicas do Planalto Norte Catarinense. Compreender a fenologia e a maturação da variedade permite que os produtores locais realizem um planejamento mais preciso das práticas de manejo, como a poda, o controle fitossanitário e a colheita, resultando em melhorias na produtividade e na qualidade dos frutos as boas práticas de manejo podem auxiliar no fortalecimento da vitivinicultura regional, promovendo a competitividade da produção local.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO