AVALIAÇÃO DE UM MÉTODO ALTERNATIVO NA DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO

Autores

  • Carla Cristina Wawrzyniak Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Andressa Munhoz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Gustavo Kenji Matsuzawa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Renan Demétrio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Victor Matheus Noernberg Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Jefferson Schick Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Carbono orgânico, análises químicas de solo, uso da mufla

Resumo

O solo é um recurso natural não renovável e essencial para o desenvolvimento da vida, desempenhando um papel crucial no crescimento das plantas, especialmente por meio da matéria orgânica do solo (MOS), que é um componente fundamental para a dinâmica do solo. No Brasil, o uso intensivo de fertilizantes nitrogenados tem sido uma prática comum para aumentar a produtividade agrícola. No entanto, para a aplicação destes fertilizantes faz-se necessário a realização de análises de solo, as quais predominantemente resultam na liberação de resíduos tóxicos e contaminantes. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo avaliar – na determinação da MOS – a viabilidade do uso da mufla como substituto ao método padrão, que envolve a utilização de H2SO4 e K2Cr2O7. Foram utilizadas 50 amostras representativas das diferentes regiões e teores de MOS do município de Canoinhas – SC. Inicialmente estas amostras tiveram seus teores de MOS determinados pelo método padrão em um laboratório de referência (T1). Paralelamente, no laboratório de solos do IFSC – Câmpus Canoinhas, foram determinados os teores de MOS utilizando-se da mufla, com diferentes temperaturas e períodos de aquecimento, a saber; 600°C por 6h (T2); 550°C por 3h (T3); 400°C por 8h (T4); 300°C por 5h (T5); 300°C por 3h (T6); 300°C por 2h (T7). Todas as análises foram realizadas com duas repetições. Posteriormente, os resultados (individuais) obtidos pelo uso da mufla (tratamentos T2 a T7) foram comparados com os resultados obtidos pela metodologia padrão (T1). Os resultados que apresentaram uma variação ≤ 20% (em relação à T1) foram considerados como acertos, enquanto as variações maiores que 20% foram consideradas como erros. Os resultados obtidos demonstraram taxas de acertos muito baixas na determinação da MOS pelo uso da mufla; 0% em T2, 0% em T3, 4% em T4, 28% em T5, 24% em T6 e 32% em T7. Embora o tratamento T7 tenha apresentado o melhor resultado (32% de acertos), a porcentagem de análises consideradas incorretas (68%) ainda foi muito alta, demonstrando a inviabilidade do uso da mufla, nas condições avaliadas, para a determinação da MOS. Entretanto, dada a importância do tema, sugere-se a continuidade dos trabalhados na busca por metodologias que visem a diminuição da liberação de resíduos tóxicos no meio ambiente, nas análises de MOS.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO