INFLUÊNCIA DOS NÍVEIS DE SOMBREAMENTO NA PRODUÇÃO DE MICROVERDES DE COUVE

Autores

  • Carolina Glinski Fiorin Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Suzana Figura Reis Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Sabrina de Cassia Senen Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Barbara Thiem Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Laís Fernanda Melo Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Brassicaceae, microgreens, sombra, biomassa

Resumo

Os microverdes consistem em pequenos vegetais colhidos na fase de plântula, entre uma a três semanas dependendo da espécie, e apresentam excelentes benefícios nutricionais. Uma alternativa para melhorar o crescimento dos microverdes é através do manejo de sombreamento, pois essa técnica favorece o estiolamento das plantas, podendo resultar no aumento da massa vegetal disponível para a colheita. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de diferentes níveis de sombreamento na produção de microverdes de couve. O experimento foi conduzido em estufa, na área didático pedagógica do IFSC, câmpus Canoinhas, utilizando o delineamento experimental inteiramente casualizado. As sementes de couve foram semeadas sob cinco níveis de sombreamento (0%, 30%, 50%, 70% e 100%), com quatro repetições. A semeadura foi realizada em bandejas de plástico com área de 272 cm2 que continham pequenos furos, com distribuição uniforme das sementes sobre o substrato. Em seguida, foram posicionadas bandejas maiores com uma lâmina de água, com área de 380 cm2, abaixo das que continham as sementes, para que a rega ocorresse por capilaridade. Posteriormente, foram colocados caixotes de madeira cobertos com telas de sombrite conforme cada tratamento. O sombreamento de 0% foi representado pelo caixote totalmente aberto, enquanto o de 100% correspondia ao caixote totalmente fechado, sem passagem de luz. Após sete dias da semeadura, os caixotes foram retirados, mantendo todas as plântulas sob 0% de sombreamento até o momento da colheita, aos 10 dias. Foram avaliados a massa fresca, a massa seca e a produtividade dos microverdes de couve. Para isso, as plântulas foram cortadas rente ao substrato com o auxílio de tesoura. A parte aérea dos microverdes foi pesada para determinação da massa fresca e logo após, foram colocadas em estufa a 60°C por 24 horas para estimativa da massa seca. A produtividade foi estimada em kg m-2, considerando os dados de massa fresca e a área da bandeja. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste F ao nível de 5% de probabilidade e análise de regressão por meio do software estatístico SigmaPlot versão 11.0. A massa fresca das plântulas de couve foi maior sob 70% de sombreamento, com média de 70 g, em comparação a 19 g no tratamento sem sombreamento. A massa seca apresentou aumento gradual com o sombreamento, variando de 2,4 g (0% sombreamento) a 4,6 g (100% sombreamento). A produtividade variou de 0,8 kg m⁻2 (0% sombreamento) a 2,6 kg m⁻2 (70% sombreamento), evidenciando que o sombreamento de 70% favoreceu o rendimento por área. Conclui-se que a aplicação dos níveis de 70% e 100% de sombreamento na primeira semana da semeadura, favorecem a produção de biomassa e a produtividade dos microverdes de couve.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO