DIFERENTES MÉTODOS DE EXTRAÇÃO DOS COMPOSTOS DE CORDIA VERBENACEA PARA CONTROLE DE BOTRYTIS CINEREA

Autores

  • Douglas de Rocco Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Francieli Lima Cardoso Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Aquidauana Miqueloto Zanardi Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste

Palavras-chave:

Erva baleeira, extrato vegetal, produtos alternativos, mofo-cinzento

Resumo

O fungo Botrytis cinerea, agente causal do mofo cinzento, é um dos fitopatógenos mais conhecidos mundialmente devido aos prejuízos que causa em frutas e hortaliças, principalmente na pós colheita. A Cordia verbenacea conhecida popularmente como erva baleeira, é uma planta nativa do Brasil encontrada na Floresta Tropical Atlântica, de grande importância na indústria medicinal e farmacêutica. A planta vem sendo utilizada na medicina popular por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, contendo também compostos secundários que podem ser explorados como potenciais agentes antifúngicos. Nesse sentido, objetivou-se com esse estudo avaliar o comportamento de B. cinerea. crescendo sobre diferentes extratos de C. verbenacea. O experimento foi realizado no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste, com isolados de B. cinerea previamente identificados. O experimento foi elaborado em um delineamento inteiramente casualizado (DIC), constituído por 7 tratamentos e 08 repetições. Sendo um tratamento controle e seis diferentes métodos de extração dos compostos da Cordia verbenacea ( T0 – O tratamento controle consistiu somente do meio de cultura BDA com disco do micélio do fungo; T1- Extrato vegetal aquoso quente - Infusão (30g +130 ml H2O quente); T2 – Extrato vegetal aquoso quente – Filtrado (30g + 130ml H2O quente); T3 – Extrato vegetal aquoso quente – Infusão (30g + 130ml H2O quente); T4 – Extrato vegetal aquoso frio (30g de massa seca em 130ml H2O fria); T5 – Extrato hidroalcoólico 30 (30g de massa seca em 100ml de álcool); T6 – Extrato hidroalcoólico 105 (105g de massa seca em 300ml de álcool). Cada unidade experimental foi constituída por uma placa de petri, contendo meio de cultura e um micélio do fungo no centro da placa. Foram analisados a Percentagem de Inibição do Crescimento Micelial (PICM), a Taxa de Crescimento (TC) e o Índice de Velocidade de Crescimento Micelial (IVCM) de B. cinerea. Logo nos primeiros dias de avaliação constatou diferenças significativas entre os tratamentos. Os melhores controles sobre o crescimento micelial de B. cinerea foram observados com a utilização dos extratos aquosos quentes (T2 e T3). Os tratamentos com a utilização do extrato aquoso frio e alcoólico apresentaram pouco efeito significativo sobre o crescimento do fungo. O melhor PICM foi verificado com a utilização do extrato aquoso quente infusão (T3), apresentando 70,45% de inibição do fungo B. cinerea, quando comparado com o tratamento controle. O tratamento com infusão apresentou a melhor efetividade na inibição do crescimento e desenvolvimento do B. cinerea. Portanto, o método por infusão constitui a melhor alternativa de extração dos constituintes da C. verbenacea como um potencial antifúngico.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO