INFLUÊNCIA DE PROCEDÊNCIAS NO CRESCIMENTO DE Araucaria angustifolia

Autores

  • Vilmara Aparecida Santos da Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • José Carlos Romanchuk Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Murilo Girolimetto Kohler Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Danieli Aparecida Kaminski Zientara Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Rodrigo Zientara Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Leticia Kachimareck Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Bruna Rezler Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Eliziane Luiza Benedetti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Pinheiro, caracteres quantitativos, diversidade genética

Resumo

A ocorrência da Araucaria angustifolia na região Sul do Brasil foi um dos fatores que mais contribuiu para o desenvolvimento socioeconômico, devido à valorização da sua madeira. A exploração contínua dos seus recursos, e o reflorestamento com espécies exóticas, fragmentam as florestas, comprometendo sua regeneração. Ainda há lacunas sobre seu manejo e conservação. Diante deste cenário, o trabalho teve como objetivo avaliar a altura total, altura do 1º verticilo e a relação altura/diâmetro em seis procedências de araucária. Os pinhões para a produção das mudas foram coletados de seis procedências em 2018. As procedências 1, 3, 4 e 5 são provenientes de pinhões coletados em Coxilha Rica (Lages-SC), a procedência 2 de Colombo (PR) e a procedência 6 de Canoinhas (SC). Inicialmente, as mudas foram produzidas em sacos plásticos usando como substrato solo sem adubação, após aproximadamente 8 meses foram transferidas para vasos contendo 8 dm3 de solo com adubação (conforme recomendação). Em seguida, os tratamentos foram dispostos em blocos casualizados, com quatro repetições. A condução do experimento foi em casa de vegetação durante o período de março a novembro de 2019. Após aproximadamente 270 dias determinou-se a altura total (colo ao ápice), altura da inserção do primeiro verticilo e relação altura/diâmetro. Os dados foram submetidos à Anova e posteriormente ao teste de Tukey a 5% de probabilidade. As variáveis analisadas foram influenciadas significativamente pelas procedências. Na altura total, observou-se o melhor resultado para a procedência 2 (66,2 cm), seguida pela procedência 3 (60,0 cm). Em contrapartida, as procedências 1, 5, 4 e 6, apresentaram valores significativamente inferiores. Respostas semelhantes foram observadas para a altura do 1º verticilo, no qual, a procedência 2 também teve performance superior (36,50 cm), o que indica uma maior dominância apical, favorecendo seu crescimento em altura. Por outro lado, as procedências 3 (27,5 cm) e 5 (28,2 cm) registraram as menores médias. Diante disso, constatou-se um bom desenvolvimento em crescimento para a procedência proveniente de Colombo-PR. Para a relação altura/diâmetro, a procedência 2 demonstrou a maior média (4,56), o que sugere que, embora tenha a maior altura, possui um diâmetro menor. Isso pode resultar em madeiras de volume e qualidade inferior, quando comparada com a procedência 1, que apresentou a menor relação altura/diâmetro (3,18), indicando um crescimento mais equilibrado. As diferenças de crescimento observadas entre as procedências podem ser atribuídas à variabilidade genética, uma vez que ocorre polinização cruzada entre as araucárias. Essa diversidade entre as procedências proporciona seleção diferenciada em função do objetivo de uso, para madeira ou para outras finalidades. Conclui-se que diferentes procedências apresentam potencial diferenciado de crescimento.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO