DOSES DE ADUBAÇÃO FOSFATADA NA ESPESSURA DE BULBOS DE GLADÍOLOS

Autores

  • Murilo Girolimetto Kohler Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • José Carlos Romanchuk Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Rodrigo Zientara Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Vilmara Aparecida Santos da Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Danieli Aparecida Kaminski Zientara Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Jonathan Eduardo Ferreira Antonovicz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Eliziane Luiza Benedetti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Gladiolus x grandiflorus, palma-de-santa-rita, palma, adubação fosfatada, flor de corte

Resumo

Gladiolus x grandiflorus é uma das mais expressivas espécies dentro da floricultura de corte mundial. Originário da África, o gênero Gladiolus possui diversas espécies com potencial ornamental. Atualmente existem milhares de cultivares comerciais destas flores, populares pelo fato da alta durabilidade das hastes florais seccionadas – inflorescência climatérica, permite corte antes da abertura dos botões – , populares por sua beleza em datas como finados e dia das mães. Há cultivos comerciais focados na produção das flores e outros focados na produção dos bulbos desta espécie – principal estrutura de propagação comercial – , estes últimos, objetivando manter alto nível de vigor para as plantas que irão a campo gerar as espigas. Considerando a importância da planta para floricultura e a falta de informações técnicas em âmbito brasileiro quanto a adubação fosfatada nesta cultura, objetiva-se com este estudo lançar luz quanto o efeito de doses de P2O5 na espessura dos bulbos novos, medida está correlata ao vigor das plantas. Para isso, foram feitos canteiros com enxada rotativa e plantados bulbos de gladíolos cv. White Goddess e Rose Friendship com 20 cm entre plantas e linhas espaçadas 40 cm entre si por canteiro – 2 linhas/canteiro – no dia 08/07/24 e após 50% das plantas atingirem estágio R6, estas foram desenterradas e os bulbos foram quantificados e mensurados na espessura – distância entre ápice e base do bulbo – com auxílio de paquímetro analógico. Foram testadas 5 doses de P2O5: 0 g/m2 - T1 (P mehlich 1 = 1,36 mg/dm3); 21,23 g/m2 - T2; 42,46 g/m2 - T3; 63,69 g/m2 - T4; 84,92 g/m2 - T5, aplicadas a lanço na superfície dos canteiros e incorporadas com enxadas manualmente, em 4 blocos, com 4 plantas por parcela. Os dados foram submetidos a ANOVA de Welch (p <0,05) e após confirmadas as diferenças foi aplicado teste de Tukey a 5% de significância, pelo programa estatístico JASP. Os resultados demonstraram efeito negativo para as superdoses e subdoses de P2O5. Ademais, a diferença estatística apareceu no tratamento T3 para os demais, sendo as médias de espessura (mm) dos bulbos de: 16,5 (T2); 17,8 (T4 e T5); 17,9 (T1) e 20,7 (T3). Isto sugere que a planta sob testemunha tem algum mecanismo de absorção diferencial de fósforo, mas subdoses atrapalham a ativação deste mecanismo. Ao nível de cultivar, não houve diferenças, desconsiderando o desempenho individualizado ao fator dose. Quanto a espessura dos bulbos nas duas variedades por dose, observaram-se diferenças para as doses intermediárias de T2 e T4, possivelmente correlata à eficiência do uso de P dentro de cada cultivar, contudo essa análise não possui a mesma confiabilidade da ANOVA de 2 vias, servindo apenas como indicativo. Conclui-se que desvios acima de 50% da dose recomendada causam efeitos negativos na espessura dos bulbos, sendo mais danoso o efeito de uma subdose 50% menor que o necessário, do que os efeitos de superdoses de mesma proporção ou maiores.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO