TOXICIDADE E BIOEFETIVIDADE DOS BIOPESTICIDAS À BASE DE OXIMATRINE E ESPINETORAM PARA O MANEJO DE Frankliniella williamsi EM MILHO
Palavras-chave:
Tripes, toxicidade aguda, persistência biológica, eficácia de controle, manejo integrado de pragasResumo
O tripes Frankliniella williamsi Hood (Thysanoptera: Thripidae) tem sido uma das principais pragas iniciais da cultura do milho, devido aos danos diretos (raspagem das células epidérmicas e ingestão do conteúdo celular extravasado) e indiretos (vetor do vírus Maize chlorotic mottle virus – MCMV) que afetam o normal crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura. O manejo deste inseto tem sido realizado basicamente com pulverizações de inseticidas sintéticos de amplo espectro, resultando em problemas de contaminação do homem e do ambiente, mortalidade dos inimigos naturais, surtos de pragas secundárias e seleção de populações resistentes, o que aumenta os custos de produção e reduz a eficiência da técnica e a sustentabilidade ambiental do sistema. Neste sentido, biopesticidas à base de oximatrine e espinetoram podem constituir importantes alternativas para o manejo de F. williamsi nos sistemas de produção de milho. Assim, objetivou-se com este estudo avaliar a toxicidade aguda, a persistência biológica e a bioefetividade dos biopesticidas à base de oximatrine (Matrine® 0.2 SL) e espinetoram (Exalt®) para o manejo populacional de F. williamsi na cultura do milho. Para isso, testes de toxicidade aguda foram realizados em condições laboratoriais usando adultos de F. williamsi expostos ao contato residual de seis concentrações dos biopesticidas aplicados sobre a face abaxial de discos (3,5 cm de diâmetro) de folhas de milho. Além disso, testes de persistência biológica e de efetividade dos biopesticidas foram realizados em casa de vegetação e em lavoura comercial de milho, respectivamente. Para esses testes, os biopesticidas foram testados na CL90 estimada nos testes de toxicidade aguda e comparados com o inseticida sintético à base de tiametoxam + lambda-cialotrina (Engeo PlenoTM S – controle positivo). Em todos os testes, água destilada foi utilizada como controle negativo. Os resultados mostraram que os pesticidas à base de oximatrine e espinetoram proporcionaram alta toxicidade aguda (CL90 = 6,4 mg L-1 de oximatrine e CL90 = 145 mg L-1 de espinetoram) para adultos de F. williamsi, 96 horas após exposição dos insetos aos resíduos. O biopesticida à base de oximatrine apresentou menor persistência biológica (mortalidade < 25% aos 3 dias após a aplicação – DAA) quando comparado ao biopesticida à base de espinetoram (mortalidade ~45% aos 7DAA) e o inseticida sintético à base de tiametoxam + lambda-cialotrina (mortalidade ~52% aos 7DAA). No entanto, em campo, os biopesticidas à base de oximatrine e espinetoram apresentaram eficácia similar ao inseticida sintético à base de tiametoxam + lambda-cialotrina. Portanto, os biopesticidas à base de oximatrine (Matrine® 0.2 SL) e espinetoram (Exalt®) constituem importantes alternativas para o manejo de F. williamsi nos cultivos de milho.
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