AVALIAÇÃO DAS ENZIMAS Β-GLICOSIDASE E FOSFATASE EM SOLOS INOCULADOS COM BACTÉRIAS PROMOTORAS DE CRESCIMENTO E USO DE DOSES DE NITROGÊNIO

Autores

  • Armando Paulo Fuxe Ngola Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Thais Ribeiro Mattiuz Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Isabella Pinheiro Soldatelli Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Emerson Gabriel Cardoso dos Passos Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Guilherme Rosa Schwarz Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Estela Kovalski Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Kelen Cristina Basso Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Sonia Purin da Cruz Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC

Palavras-chave:

Beta-Glicosidase, Fosfatase, Bactérias, Nitrogênio

Resumo

A saúde do solo é fundamental para a sustentabilidade agrícola, com as enzimas desempenhando papel chave na ciclagem de nutrientes. A β-glicosidase e a fosfatase são importantes para os ciclos do carbono e do fósforo, respectivamente, ao facilitar a decomposição de compostos orgânicos e a liberação de nutrientes disponíveis para as plantas. O objetivo geral foi avaliar a atividade dessas enzimas em solos adubados com diferentes bactérias promotoras de crescimento e doses de nitrogênio. O estudo foi realizado em parceria com a EMBRAPA Soja, utilizando isolados de Pseudomonas fluorescens, Bacillus subtilis, Azospirillum brasilense e Rhizobium tropici. O experimento foi conduzido em Curitibanos, em uma área de Cynodon spp. (cv. Tifton 85). Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com cinco tratamentos e cinco repetições, totalizando 25 parcelas. Os tratamentos foram: T1: 50% N; T2: A. brasilense + 50% N; T3: B. subtilis + 50% N; T4: P. fluorescens + 50% N e T5: R. tropici + 50% N. A atividade da enzima fosfatase variou entre os tratamentos, com o controle (T1) apresentando a maior atividade (805,43 µg PNG·g-1·ha-1), indicando maior disponibilidade de fósforo no solo sem inoculação bacteriana. Os tratamentos com bactérias promotoras de crescimento, como A. brasilense (T2) e B. subtilis (T3), apresentaram valores intermediários, enquanto P. fluorescens (T4) e R. tropici (T5) tiveram a menor atividade. Esses resultados sugerem que, apesar da inoculação bacteriana, não houve um aumento significativo na liberação de fósforo, o que pode estar relacionado ao tipo de bactéria e as condições específicas do solo. Em relação à β-glicosidase, a média geral foi de 127,26 µg PNG·g-1·ha-1, com um coeficiente de variação de 26,36%. O valor de Pr > Fc foi de 0,27, indicando que a atividade da enzima não foi afetada de forma significativa pelos tratamentos. Esse resultado sugere que a inoculação bacteriana não influenciou substancialmente a decomposição de compostos orgânicos e a liberação de glicose no solo. Embora a inoculação com bactérias promotoras de crescimento não tenha mostrado efeitos significativos nas atividades enzimáticas do solo, os resultados destacam a complexidade das interações microbianas e a importância de fatores como o tipo de solo e as condições ambientais. A maior disponibilidade de fósforo no controle sugere que, sem a inoculação bacteriana, o solo manteve melhor a liberação de nutrientes.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO