ANÁLISE DA REPRESENTATIVIDADE DOS ITENS DA CESTA BÁSICA, EM CANOINHAS-SC, AO LONGO DE 2024
Palavras-chave:
alimentos, poder de compra, preço, salário-mínimoResumo
As altas nos preços da cesta básica têm sido um desafio para o orçamento das famílias. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o valor da cesta básica em São Paulo capital, por exemplo, teve aumentos significativos nos últimos cinco anos. Em janeiro de 2020, o custo da cesta básica no município foi de R$ 517,51, enquanto em janeiro de 2025, esse valor subiu para R$ 851,82, representando um aumento de 64,60%. A inflação da cesta básica não é um fenômeno isolado, mas resulta de uma interação complexa de fatores, como custos de produção, transporte, produção local e condições climáticas. Diante dos preços mais altos, os consumidores precisam adotar estratégias, como substituir marcas, reduzir o consumo de certos produtos e buscar promoções. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi analisar a representatividade média de cada produto no valor da cesta básica de alimentos em Canoinhas-SC ao longo de 2024. As pesquisas foram executadas semanalmente em seis mercados, com a coleta de preço dos 13 produtos da cesta básica, seguindo a metodologia estabelecida pelo DIEESE, com adaptações. Os produtos pesquisados foram: carne bovina (coxão mole, patinho e posta bovina), leite integral, feijão (preto), arroz (parboilizado), farinha de trigo, batata (inglesa), tomate (longa vida e saladete), pão francês, café em pó, banana (prata e caturra), açúcar (refinado), óleo de soja, manteiga (com sal). Em 2024, os itens com maior representatividade na cesta básica foram a carne (37,71%) e o pão francês (10,67%), enquanto os itens com menor representatividade foram o óleo de soja (0,97%) e a farinha (1,04%). Estes dados indicam o impacto que as oscilações de preço, principalmente dos itens de maior representatividade, podem causar no valor da cesta e, consequentemente, no orçamento familiar. Por exemplo, um aumento (ou diminuição) da ordem de 10% no preço da carne implicaria num aumento (ou diminuição) de 3,77% no valor da cesta, enquanto que, um aumento (ou diminuição) da ordem de 10% no preço do óleo de soja implicaria num aumento (ou diminuição) de somente 0,10% no valor da cesta. Além disso, a carne foi o item com maior incremento de representatividade no valor da cesta (5,44 p.p.), apesar de ter apresentado um coeficiente de variação de apenas 5,83% ao longo do ano. A batata e o tomate apresentaram coeficiente de variação de 23,96% e 30,65%, respectivamente. Em suma, a carne é o item com maior representatividade e, consequentemente, também é aquele que possui maior potencial de influenciar o valor da cesta. O conhecimento destas informações é importante, uma vez que indica quais itens possuem maior representatividade na cesta básica. E, dessa forma, subsidia o desenvolvimento de ações para a contenção do impacto de oscilações de preço. Por fim, este estudo destaca a relevância de acompanhar as flutuações do custo da cesta básica, pois pode afetar significativamente o planejamento orçamentário das famílias.
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