POTENCIAL DE EXTRATOS DE ALECRIM-DO-CAMPO E PIMENTA-DE-MACACO SOBRE Botrytis cinerea

Autores

  • Enzo Szydloski Machado de Souza Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Marcieli Schabarum Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Jean Marcos Montagner Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Larissa Suelen Dietrich Degani Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Henrique Dettenborn Prass Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Stefany Grützmann Arcari Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Francieli Cardoso Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Keli Cristina Fabiane Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste

Palavras-chave:

mofo cinzento, controle alternativo, compostos bioativos, Piper aduncum, Baccharis dracunculifolia

Resumo

O Botrytis cinerea, agente causal do mofo cinzento, é um fungo fitopatogênico agressivo, responsável por danos em diversas culturas. Provoca perdas na qualidade de frutos cultivados em estufa, campo aberto ou mesmo em pós colheita. Para controlar essa doença devastadora, frequentes aplicações de fungicidas são necessárias, o que pode acarretar em danos ambientais e elevar os custos de produção. Visando mitigar o uso de fungicidas e ampliar as opções de controle, é necessária a identificação de plantas com potencial antifúngico. Tendo isso em vista, o objetivo do trabalho foi avaliar o potencial de extratos aquosos e hidroalcoólicos das folhas de alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) e pimenta-de-macaco (Piper aduncum) sobre o fungo B. cinerea. O trabalho foi conduzido nos laboratórios de Ciências Agrárias do IFSC. O B. cinerea foi isolado de forma direta e confirmado a nível molecular do patógeno. Foram coletadas, desidratadas e moídas as folhas de alecrim-do-campo e pimenta-de-macaco para elaboração de extratos aquosos (a quente) e hidroalcoólicos (rotaevaporados) com concentração final de 200 mg.mL-1. Para a realização dos testes, o inóculo foi padronizado conforme a escala Mc Farland para fungos. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) foi realizada em microplacas de Elisa com 96 poços, enumerados nas colunas de 1 a 12 e nas linhas de A a H. Foram adicionados 100 μL de caldo BD nas colunas 2 a 12, nas linhas A, B, C, E, F, G e H. Em cada poço da coluna 1, foram adicionados 200 μL de: extrato aquoso ou hidroalcoólico, nas linhas A, B, C (triplicata) e E (teste da inocuidade do extrato); fluconazol (F); cetoconazol (G) e caldo BD (H). Com pipetador multicanal, da coluna 2 a 12, foram feitas diluições em série, para que cada coluna seguinte tivesse 50% das concentrações da coluna anterior, para que assim fosse possível encontrar a menor concentração capaz de inibir o crescimento do fungo. Após, 10 μL da solução-padrão de inóculo foi adicionada em todos os poços (exceto os da linha E). A revelação foi feita com resazurina. Para a avaliação da Concentração Fungicida Mínima (CFM) foi adotado o Spot Test, que consiste na observação da formação de botons nas placas de Elisa, onde são selecionados dois poços anteriores e três posteriores ao primeiro poço com formação de boton, estes são pipetados em placa de petri com BDA e incubados a fim de confirmar o teste CIM. A exposição do fitopatógeno aos diferentes extratos foi similar ao controle com água, havendo crescimento micelial e formação de botons nos poços da CIM e desenvolvimento micelial normal na CFM, demonstrando a agressividade deste patógeno. Dessa maneira, conclui-se que os extratos aquosos e hidroalcoólicos de alecrim-do-campo e pimenta-de-macaco não afetaram o crescimento do B. cinerea sob as condições testadas.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO