O USO DO HIDRORESFRIAMENTO NA QUALIDADE DA SALSA (Petroselinum sativum)

Autores

  • Gabriela Berwig Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Vanessa Soares Tavares Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Márcia de Moraes Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Aquidauana Miqueloto Zanardi Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste
  • Odimar Zanuzo Zanardi Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste

Palavras-chave:

atmosfera modificada, conservação de hortaliças, técnicas de resfriamento

Resumo

A salsa (Petroselinum sativum), é uma hortaliça herbácea, utilizada como condimento na culinária. No entanto, após a colheita, sofrem um rápido processo de deterioração, decorrente da elevada taxa respiratória e transpiratória, o que reduz drasticamente sua qualidade e tempo de conservação. Nesse contexto, técnicas de pós-colheita de baixo custo, como o uso de atmosfera modificada e hidroresfriamento, podem prolongar a vida útil desta hortaliça. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do hidroresfriamento em ramos e folhas de salsa armazenadas por 2, 4 e 6 dias a 5°C. As mudas foram cultivadas em bandejas de isopor e transplantadas para os canteiros. Decorridos 90 dias do transplantio, ramos foliares frescos foram coletados, transportados ao laboratório, selecionados e pesados em balança analítica e fracionados em amostras de 25g, conforme os padrões comerciais. Em seguida, os ramos foram imersos em água gelada (4°C) por 0, 2, 4, 6, 8 e 10 minutos de hidroresfriamento, sendo que o 0 não foi submetido ao hidroresfriamento. Após o hidroresfriamento, as folhas foram mantidas a 25°C para remoção do excesso de água e, então, todas as amostras foram acondicionadas em embalagens de Tereftalato de polietileno (PET) e armazenadas em atmosfera refrigerada a 5°C por 2, 4 e 6 dias. As amostras foram analisadas quanto a perda de massa (PM), sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT) aos 2, 4 e 6 dias. Os ramos de salsa hidroresfriados por 6 minutos aos 4 dias de armazenamento apresentaram menor PM em comparação ao tempo de hidroresfriamento de 8 minutos e não diferiram dos demais. O teor de SS aos 4 dias de armazenamento foi maior em ramos de salsa hidrorresfiados aos 6 minutos em comparação aos tempos de 2 e 4 minutos. Já para AT não foi verificada diferença entre as médias para os tempos de hidroresfriamento e armazenamento. Pode-se inferir que o tempo de hidroresfriamento de seis minutos é que mantém melhor qualidade de ramos de salsa armazenadas por quatro dias a temperatura de 5°C. Já para os seis dias de armazenamento nenhum tempo de hidroresfriamento foi capaz de manter a conservação da salsa.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO