DESEMPENHO FOTOSSINTÉTICO DE LÚPULO CULTIVADO NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO SUBMETIDO A ADUBAÇÃO COM CAMA DE AVIÁRIO E BIOCARVÃO

Autores

  • Maria Gabriela Alves da Cruz Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Mariana Ferreira Santa Cruz Coimbra Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Farley Alexandre da Fonseca Breda Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Nelson Moura Brasil do Amaral Sobrinho Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Erica Souto Abreu Lima Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

adubação orgânica, Humulus lupulus L, agricultura de montanha

Resumo

O lúpulo (Humulus lupulus L.) é uma importante cultura utilizada para a produção da cerveja. O uso da adubação orgânica é um importante instrumento para uma oferta interessante de nutrientes, além de ser mais viável economicamente. Entre os adubos orgânicos, a cama de aviário associada ao biocarvão tem demonstrado alta eficácia nutricional, além de serem insumos acessíveis na região serrana do Rio de Janeiro. A análise de fluorescência vem sendo utilizada para o melhor entendimento dos mecanismos da fotossíntese, bem como a avaliação da sua oscilação de acordo com a adubação ofertada. Neste sentido, objetivou-se avaliar os parâmetros fotossintéticos de plantas de lúpulo, cultivadas na região serrana do Rio de Janeiro, quando submetidas a adubação com composto de cama de aviário (CA), e contendo proporções de biocarvão (BC), através da análise da fluorescência transiente da clorofila a. Foram avaliadas 32 plantas (cv. Triple Pearl), ao final do ciclo da cultura (180 dias), onde foram testadas duas doses (D) de CA compostada por 90 dias (D1: 5 Mg MS ha-1 e D2: 10 Mg MS ha-1), associadas a proporções de BC (0, 5, 10 e 15%). Evidenciou-se que, independentemente da dose de cama de aviário, à medida em que houve adição de biocarvão, ocorreu redução do índice de desempenho fotossintético total (PITOTAL) em ambas as doses de CA. Ao observar o índice de desempenho fotossintético (PIABS), também evidenciou-se uma redução em todos os tratamentos para a D2 à medida em que acrescentou-se biocarvão. No entanto, para a D1, observou-se o melhor desempenho de PIABS quando adicionado 10% de BC. Em associação a isto, houve o menor índice em DIo/RC no mesmo tratamento, o que indica o melhor desempenho no transporte de elétrons na região da quinona A do fotossistema II das plantas, quando comparadas às demais proporções de BC. Já para a D2, observou-se o maior índice em DIo/RC nas plantas que receberam 15% de BC, culminando em um menor índice de PIABS, indicando menor desempenho fotossintético das plantas que foram submetidas a este tratamento. Os dados preliminares mostram que a adição de doses de cama de aviário e de biocarvão altera o desempenho fotossintético das plantas de lúpulo. Será possível evidenciar a influência dos parâmetros fotossintéticos de forma mais ampla mediante a análise dos óleos essenciais e ácidos alfa e beta ao final do ciclo da cultura. A metodologia fundamentada no fluorômetro mostrou-se adequada para verificar a oscilação da dinâmica fotossintética de lúpulo aos 180 dias de cultivo, de acordo com doses de CA e BC.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO