PERDA DE MASSA DE PINHÕES ARMAZENADOS EM DIFERENTES TIPOS DE EMBALAGENS E DIFERENTES TEMPERATURAS

Autores

  • Maristela Fiess Camillo Departamento de Horticultura, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul, 91540-000, Porto Alegre-RS, Brasil
  • Cassiano M. Moura Laboratório de Agronomia, Instituto Federal do Paraná, 84603-264, União da Vitória-PR, Brasil
  • Renar João Bender Departamento de Horticultura, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul, 91540-000, Porto Alegre-RS, Brasil

Palavras-chave:

Araucaria angustifólia, qualidade, pós-colheita

Resumo

O pinhão, a semente do pinheiro do Paraná, é um alimento nutritivo, entretanto suscetível a alterações bioquímicas no seu armazenamento. O seu consumo e utilização na culinária brasileira, apesar de possuir um histórico-cultural na região Sul do Brasil, é reduzido devido à ausência de métodos que preservem sua qualidade pós-colheita. Técnicas de conservação devem ser desenvolvidas para promover o uso do pinhão em diversas épocas do ano O objetivo desse trabalho é determinar a perda de massa de pinhões armazenados em diferentes tipos de embalagens e temperaturas. O experimento foi realizado com pinhões da safra 2024 colhidos no município de Cruz Machado, PR. As pinhas foram debulhadas e os pinhões selecionados para comporem os tratamentos no Laboratório de Biologia do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Câmpus União da Vitória. Os tratamentos avaliados foram: rede plástica, embalagem de PET fechada e embalagem de bandeja rasa de isopor com filme plástico. Os tratamentos foram mantidos em incubadoras do tipo BOD com cinco diferentes temperaturas: -0,5ºC, 2ºC, 10ºC, 20ºC e 30ºC por um período de 20 dias. Cada tratamento foi composto de 80 pinhões. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado (DIC), num esquema fatorial 3 x 5, composto de 3 formas de embalagem e 5 temperaturas, com quatro repetições cada. Os pinhões foram analisados após 20 dias de armazenamento quanto a sua perda de massa a qual foi obtida relacionando-se a diferença entre a massa inicial do pinhão e a massa obtida ao final do tempo de armazenamento. Os resultados foram expressos em porcentagem. Os dados foram submetidos à análise de variância, seguida por separação de médias pelo teste de Tukey (0,05%). Os pinhões conservados sob temperatura de 30ºC apresentaram significativamente os maiores valores de perda de massa. Em todas as temperaturas de armazenagem, pinhões em rede plástica apresentaram significativamente os maiores valores de perda de massa. O armazenamento de pinhões em embalagem PET fechada ou em bandeja de isopor com filme plástico minimiza a perda de massa após a colheita por até 20 dias.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO