EFEITO DO NÍVEL DE SOMBREAMENTO NO DESENVOLVIMENTO DE Brachiaria brizantha marandu E Axonopus Catharinensis Valls. NO PLANALTO NORTE CATARINENSE

Autores

  • Henrique Martins Dantas Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • José Carlos Romanchuk Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Roberta Cristiane Ribeiro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Braquiarão, sombreamento, forragicultura

Resumo

A pecuária leiteira e de corte constitui uma atividade econômica de alta importância no Brasil. Entre os custos de produção, cerca de 70% estão atrelados à alimentação animal, a utilização das pastagens é uma das principais estratégias para reduzir esses custos. Em regiões de clima tropical e subtropical, as pastagens são formadas por gramíneas perenes estivais, onde quando bem manejadas apresentam boa produção de matéria seca. A escolha da forrageira utilizada é essencial para o sucesso da atividade, visto que fatores edafoclimáticos influenciam no desenvolvimento da cultura nesse sentido, como recurso forrageiro mais amplamente difundido no Brasil, sobretudo na região centro Centro-Oeste, a Brachiaria brizantha cv Marandu, tem poucos resultados sob condições de baixa temperatura e luminosidade, como as encontradas, nas estações de outono e inverno, na região do planalto Norte Catarinense. Já a forrageira Axonopus catharinensis Valls é uma gramínea adaptada a essas condições e ao sombreamento. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do sombreamento no desenvolvimento das duas espécies. O estudo foi conduzido na área experimental do IFSC Câmpus Canoinhas entre o período de novembro de 2024 a janeiro de 2025. O experimento foi realizado em blocos inteiramente casualizados, com duas forrageiras, em cada bloco foi instalado uma estrutura de madeira de dimensões 1,0 x 2,0 x 1,5m grampeados com sombrites de diferentes níveis de sombra por tratamento, exceto o tratamento de pleno sol, sendo estes respectivamente 0, 30, 50, 75% de sombra, as plantas foram plantadas em vasos de 11 litros com espaçamento entre vasos de 50 cm, com solo homogeneizado e corrigido segundo a análise de solo do local. Foi avaliado teores de clorofila a, b e total, massa verde, massa seca, volume de raiz, altura média das plantas, comprimento médio dos perfilhos, e proteína bruta. Na Marandu observou-se o teor de clorofila A, B e total, PB e Comprimento médio de perfilhos do tratamento de 70% de sombra se sobressaiu sobre os demais, o volume de raiz foi maior no tratamento em pleno sol (0% sombra), não houve diferença na MS e MV. Na A. catharinensis não houve diferença significativa nos teores de clorofila A, B e total, o volume de raiz, MS foi maior em pleno sol, o comprimento médio de perfilhos e PB foi maior em 70% sombra, a altura média das plantas foi maior nos tratamentos de 30, 50 e 70% sombra e MV foi maior em 50% sombra. Foi observado que diferentes níveis de sombreamento impactaram significativamente o crescimento, desenvolvimento da Marandu e A. catharinensis, evidenciando a adaptação diferenciada das cultivares às condições de luminosidade reduzida. O manejo adequado do sombreamento pode ser uma estratégia viável para otimizar a produção forrageira em diferentes ambientes, contribuindo para a eficiência dos sistemas de produção e uso de recursos naturais.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO