DIAGNÓSTICO DE ATRIBUTOS AMBIENTAIS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CANOINHAS POR MEIO DE IMAGEAMENTO DE SATÉLITE

Autores

  • Naira Marina Krauss Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Lauro William Petrentchuk Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Amanda Kachel Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

hidrografia, sustentabilidade ambiental, degradação, áreas de preservação permanente

Resumo

Atualmente, a sustentabilidade ambiental tem assumido um papel central nas discussões globais, especialmente após a Conferência de Estocolmo em 1972, marco histórico que consolidou a preocupação com a preservação dos ecossistemas. No início do século XX, predominava a ideia de que os recursos naturais eram infinitos; no entanto, essa perspectiva foi drasticamente revisada com o avanço dos estudos ecológicos, sobretudo em relação à água doce, que representa apenas 1% do total de recursos hídricos do planeta. O Brasil, por sua vez, destaca-se por sua abundância hídrica, concentrando cerca de 12% da água doce mundial. Apesar dessa disponibilidade, a gestão inadequada e os conflitos de uso têm gerado desafios significativos, exigindo análises detalhadas para garantir a conservação desses recursos. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo realizar um diagnóstico dos atributos ambientais da Bacia Hidrográfica do Rio Canoinhas, localizada no Planalto Norte Catarinense, por meio de técnicas de sensoriamento remoto e análise geoespacial. A metodologia empregada incluiu o processamento de imagens de satélite, permitindo identificar os principais impactos decorrentes das atividades humanas, especialmente da agricultura intensiva. Os resultados demonstraram a existência de 107 pontos de degradação em áreas de preservação permanente (APPs) ao longo do rio, evidenciando um conflito entre a disponibilidade hídrica e a qualidade da água. O município de Canoinhas, localizado a apenas apresentou a menor distância entre a zona urbana e o curso d'água, refletindo uma maior pressão antrópica direta sobre as APPs. Municípios em distâncias intermediárias, como Monte Castelo e Major Vieira, registraram 36 e 23 pontos de APPs degradadas, respectivamente, indicando que mesmo distâncias moderadas não são suficientes para evitar impactos significativos. Em contraste, Papanduva e Três Barras, por estarem mais distantes do rio, apresentaram os menores números de APPs degradadas (7 e 13) sugerindo que fatores como a urbanização podem estar contribuindo para a degradação ambiental. Diante desses achados, conclui-se que um planejamento ambiental eficiente é fundamental para mitigar os impactos na bacia hidrográfica, assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais e a manutenção dos serviços ecossistêmicos. A implementação de políticas públicas e práticas conservacionistas torna-se urgente para reverter os danos já existentes e prevenir futuras degradações, garantindo assim o equilíbrio entre desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental.

Downloads

Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO