ADUBAÇÃO MINERAL E ORGÂNICA NO NÚMERO DE CORIMBOS FLORAIS DE STATICE

Autores

  • Vilmara Aparecida Santos da Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • José Carlos Romanchuk Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Danieli Aparecida Kaminski Zientara Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Jonathan Eduardo Ferreira Antonovicz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Rodrigo Zientara Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Murilo Girolimetto Kohler Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas
  • Eliziane Luiza Benedetti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

Limonium sinuatum, inflorescência, nutrição

Resumo

As flores de corte são amplamente utilizadas para produção de arranjos florais, entre diversas espécies, a statice (Limonium sinuatum) é uma alternativa viável, para proporcionar renda especialmente ao pequeno produtor rural. Como o crescimento na produção de flores de corte, torna-se essencial adotar práticas para aumentar a produtividade. Nesse sentido, estudos sobre a fonte de adubação são indispensáveis. O estudo foi conduzido no Instituto Federal de Santa Catarina, Câmpus Canoinhas entre os meses de agosto de 2024 a janeiro de 2025. A região possui classificação climática Cfb-temperado (mesotérmico úmido e verão ameno), com temperatura média anual de 17-18 °C e precipitação média anual de 1500-1700 mm. No dia 02 de agosto de 2024, foi realizado o plantio em canteiros revolvidos com enxada rotativa com largura de 1,2m, mudas de statice em estádio V8 (8 folhas verdadeiras), no espaçamento de 30 x 50 cm. O experimento foi disposto em blocos casualizados em esquema fatorial 3 x 2, três manejos de adubação, T1: sem aplicação de adubação, T2: aplicação de adubação química e T3: aplicação de adubação orgânica (cama de frango), e duas cultivares: QIS Dark Blue e QIS Rose, com 4 repetições. Para a adubação considerou-se disponibilidade de nutrientes no solo e recomendação de adubação para espécie. Para mineral (T2) usou-se ureia, superfosfato simples e cloreto de potássio para suprir a demanda de NPK (N= 15 g m-2, P2O5 = 12 g m-2e K2O = 3,0 g m-2), e para a adubação orgânica (T3) a dose de cama de frango foi de 571 g m-2, ambas aplicadas em área total e incorporadas no dia do transplante. A colheita foi realizada quando as hastes alcançaram 95% dos floretes abertos. Os dados foram submetidos à Anova e teste de média (Tukey a 5%). Não ocorreu interação significativa entre adubação e cultivares, sendo analisado o efeito simples. A adubação mineral (T2) apresentou os melhores resultados, com 6,77 corimbos haste-1, quando comparado aos demais tratamentos. Como a adubação mineral possui uma liberação mais rápida dos nutrientes ao solo, permite que as plantas absorvam mais rapidamente os nutrientes, resultando positivamente na produção de corimbos. O T3 atingiu um desempenho intermediário (5,16 corimbos haste-1), pois, embora forneça os nutrientes necessários para as plantas, apresenta uma liberação mais lenta, influenciando na disponibilidade dos nutrientes ao longo do tempo. O T1 (3,78 corimbos haste-1), foi inferior aos outros tratamentos, demonstrando a importância da nutrição para a produção de corimbos de statice. Portanto, a adubação mineral foi mais eficiente para a produção de corimbos na cultura de statice.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO