CALAGEM NO DIÂMETRO DO COLO DE PROCEDÊNCIAS DE Araucaria angustifolia
Palavras-chave:
Acidez do solo, calcário, manejo nutricionalResumo
A Araucaria angustifolia é uma espécie nativa da região da mata atlântica, ocorrendo em diversos solos nativos, de maneira geral ácidos e com características nutricionais diversas. O desenvolvimento dessa espécie em solos nativos permite com que a araucária seja considerada uma espécie tolerante à acidez, trazendo pouco interesse à pesquisa. Dessa forma, a baixa informação relacionada ao manejo nutricional, principalmente sobre calagem, vê-se necessário novos estudos. O trabalho teve como objetivo avaliar o diâmetro do colo de duas procedências de araucárias submetidas a diferentes doses de calcário com intuito de elevar a saturação de base (V%). Os pinhões para a produção das mudas foram coletados de uma planta matriz em Colombo (PR) (procedência 2) e em Canoinhas (SC) (procedência 07) em 2018. As mudas foram produzidas em sacos plásticos usando como substrato solo sem adubação. Em fevereiro de 2019 foram transferidas para vasos contendo 8 dm3 de solo. Nesse momento, misturou-se ao solo as doses de calcário dolomítico correspondente a cada tratamento: testemunha (T1), dose de calcário para elevar a saturação por bases do solo para 20% (T2), 40% (T3), 60% (T4) e 80% (T5), respectivamente, 0,0; 8,5; 17; 25,5 e 34,0 t/ha de calcário. Os tratamentos formaram um fatorial 5x2 (cinco doses e duas procedências) dispostos em blocos casualizados, com quatro repetições. A condução do experimento foi em casa de vegetação durante o período de fevereiro a novembro de 2019. Após aproximadamente 270 dias determinou-se o diâmetro do colo das plantas. A variável analisada foi influenciada significativamente pelas doses de calcário, se obtendo comportamento linear para o clone 2 e quadrática para o clone 7. O menor diâmetro de colo foi encontrado no plantio com omissão de aplicação de calcário dolomítico, com 12,22 mm e 12,87 mm para as procedências 2 e 7 respectivamente. Para o clone 2, o aumento da saturação de bases proporcionou acréscimo positivo em todas as doses, obtendo maior diâmetro na maior dose, com acréscimo de 2mm em relação à dose zero. Para a procedência 7, a dose de 17 t/ha foi a que propiciou maior resposta, 7% superior em relação à dose zero. Aplicações superiores a 17 t/ha trazem redução ao desenvolvimento do colo para a procedência sete. O clone sete foi superior ao dois nas doses de 0; 8,5 e 17 t/ha, se igualando na dose de 25,5 t/ha e obtendo comportamento inverso na maior dose, pois o material 2 se tornou superior. A calagem traz respostas positivas ao diâmetro aos 270 dias da araucária, contrariando a ideia de que esta espécie não possui respostas à calagem. A escolha do material a ser cultivado pode ocasionar comportamentos diferentes em relação a saturação de bases.
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