USO DE MICRORGANISMOS PROMOTORES DE CRESCIMENTO EM PLANTAS DE TABACO VISANDO MAIOR PRODUTIVIDADE E MENOR ADUBAÇÃO

Autores

  • Amanda Rohling Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Rurais, Curitibanos, Santa Catarina, Brasil
  • Guilherme Rosa Scwharz Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Rurais, Curitibanos, Santa Catarina, Brasil
  • Sonia Purin da Cruz Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Rurais, Curitibanos, Santa Catarina, Brasil

Palavras-chave:

Microrganismos, Azospirillum brasilense, Nicotiana tabacum

Resumo

No Brasil, o tabaco é uma cultura de grande importância econômica, mas seu cultivo depende do uso intensivo de fertilizantes químicos, elevando custos e impactos ambientais. A inoculação com Azospirillum brasilense surge como alternativa sustentável, promovendo o crescimento vegetal e reduzindo a necessidade de fertilizantes. Embora a utilização desse microrganismo já seja consolidada em outras culturas, há poucos estudos sobre a sua eficácia no tabaco, especialmente no Brasil. Este estudo avaliou os efeitos da inoculação com A. brasilense associada a diferentes doses de adubação nitrogenada. O objetivo geral foi avaliar os efeitos da inoculação com Azospirillum brasilense em plantas de tabaco, associadas a diferentes doses de adubação nitrogenada. O estudo conduzido a campo foi composto por quatro tratamentos sendo T1: 100% da adubação nitrogenada, T2: 100% da adubação nitrogenada + A. brasilense, T3: 75% da adubação nitrogenada e T4: 75% da adubação nitrogenada + A. brasilense. As mudas foram inoculadas em calda contendo 10 ml de inoculante por litro de água e transplantadas manualmente sobre camalhões espaçados. A adubação seguiu recomendações técnicas, com fertilização em base e aplicações fracionadas em cobertura. A colheita das folhas foi realizada em três etapas, seguindo o estágio de maturação. Os dados apresentados no presente resumo referem-se exclusivamente à primeira colheita. Após colhidas, as folhas seguiram para secagem em estufa comercial. Os dados avaliados foram massa das folhas frescas e secas, os quais foram submetidos à análise de variância e as médias divergentes foram separadas pelo Teste de Scott-Knott, considerando-se o nível de probabilidade de erro de 10%. O tratamento T4 (75% N + A. brasilense) resultou em 4.362,33 kg ha-1 de massa de folhas frescas, enquanto o tratamento T1 (100% N) resultou em 3.856,09 kg ha-1. Isso representa um aumento de 13% do tratamento T4 em comparação com T1. Já em relação aos dados de massa secas, o tratamento T4 (75% N + A. brasilense) resultou em 657,89 kg ha-1, enquanto T1 (100% N) resultou em 548,56 kg ha-1. Isso equivale a um aumento de 20% do tratamento T4 em comparação com T1. Os resultados indicam que a inoculação com Azospirillum brasilense e a redução da adubação nitrogenada são alternativas viáveis para o cultivo do tabaco. O tratamento com 75% de adubação e A. brasilense aumentou a massa das folhas frescas e secas, superando o uso de 100% de adubo químico. Isso sugere maior eficiência no uso de fertilizantes, diminuindo a dependência de insumos sem diminuir a produtividade. O uso de microrganismos promotores de crescimento no tabaco é promissor, ressaltando a necessidade de novos estudos para ampliar a sua aplicação no Brasil.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

III SIMPÓSIO