Diagnóstico da produção de Resíduos de Construção Civil (RCC) no Estado de Santa Catarina
Palavras-chave:
Resíduos de construção civil, Disposição final, Impactos ambientais, Planejamento urbano, SustentabilidadeResumo
Objetivou-se diagnosticar, quali e quantitativamente, a produção de Resíduos de Construção Civil (RCC) no Estado de Santa Catarina. Estes resíduos são resultantes de atividades de construções, reformas, reparos e demolições de obras civis, incluindo os resultantes da preparação e escavação de terrenos. A metodologia se baseou, primeiramente, na consulta de registros de Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR) e, posteriormente, formação de um banco de dados, dividindo-se o Estado em seis mesorregiões. Dados incorretos, ausentes ou discrepantes, foram avaliados criteriosamente, para determinar a padronização dos formatos visuais, organizados em planilhas eletrônicas e tratados por meio da construção de gráficos comparativos e relatórios analíticos, possibilitando, desta forma, a identificação de tendências e variações no volume de resíduos. Como resultado, as mesorregiões Norte e do Vale do Itajaí, apresentaram crescimentos expressivos na geração de RCC ao longo de sua série histórica, sobretudo a partir de 2021. Em comparação, o Norte Catarinense manteve liderança significativa até 2022 e, o Vale do Itajaí, assumiu posição de destaque nos anos subsequentes, ultrapassando a marca de 250 mil toneladas por ano de RCC. Tais dados fornecem subsídios para o planejamento urbano e a formulação de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos de construção e demolição, bem como para o aprimoramento da destinação adequada dos RCC e confirmam, a predileção pelo litoral norte catarinense, que vive um momento de valorização acelerada no mercado imobiliário nacional.