Higiene pessoal dos manipuladores de alimentos dos Shoppings Centers da região da grande Florianópolis.

Autores

  • Emilaura Alves Instituto Federal de Santa Catarina / Campus Florianópolis-Continente. Profª Orientadora
  • Andréia Gonçalves Giarreta Instituto Federal de Santa Catarina / Campus Florianópolis-Continente. Profª Orientadora
  • Francine Costa Instituto Federal de Santa Catarina / Campus Florianópolis-Continente. Aluna bolsista do Curso Técnico em Cozinha.

Palavras-chave:

Higiene pessoal, manipuladores de alimentos, segurança dos alimentos, shopping center.

Resumo

O consumo de alimentos fora do lar cresceu significativamente nos últimos anos e a qualidade higiênico-sanitária dos produtos oferecidos configura uma questão fundamental. Sabe-se que os manipuladores de alimentos constituem um dos veículos principais de contaminação microbiológica dos alimentos. O objetivo deste estudo foi avaliar a higiene pessoal e o comportamento dos manipuladores de alimentos dos serviços de alimentação situadas nas praças de alimentação dos shoppings centers da grande Florianópolis, Santa Catarina. Participaram 26 estabelecimentos e 87 manipuladores de alimentos. Os dados foram registrados com auxílio de um check-list elaborado com base na legislação. Os dados foram analisados de forma descritiva com base nos percentuais de frequência dos itens observados. O item em menor conformidade e bastante preocupante foi a baixa frequência da higienização das mãos (7%) antes de iniciar a manipulação de alimentos e após qualquer interrupção. Observou-se a presença de adornos em 50% dos manipuladores, e a presença de barba, bigode ou costeleta em 31% deles. Outra observação negativa foi que em 88% dos estabelecimentos investigados os manipuladores beliscavam ou faziam lanches durante a produção de alimentos. Tais resultados demonstram que os manipuladores de alimentos necessitam receber capacitações constantes sobre higiene pessoal e demais conhecimentos das Boas Práticas de Produção de alimentos e serem supervisionados diariamente. A capacitação bem programada e elaborada com constância, somada a supervisão dos manipuladores configura-se em estratégia eficaz para melhorar a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos servidos à população e minimizar os riscos de doenças transmitidas por alimentos.

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Publicado

2012-11-12

Edição

Seção

ARTIGOS